História

Desenho representando um furão.
Não se sabe ao certo quando os furões foram domesticados, embora pesquisas
arqueológicas tenham encontrado vestígios de furões por volta de
1500 a.C.. É no entanto incerto afirmar que os antigos
egípcios criavam furões, embora seja mais provável afirmar que os
europeus, por alturas das suas primeiras incursões ao
Egito, tenham observado a ampla domesticação de
gatos, iniciando assim, na Europa, a adoção de pequenos carnívoros como forma de protecção contra os
roedores que constantemente destruíam as provisões de
cereais.
É no entanto provável que o furão tenha surgido do
toirão (
Mustela putorius), como também é possível que tenha vindo da doninha-das-estepes (
Mustela eversmanni), ou, por outro lado, algum tipo de cruzamento
híbrido entre as duas espécies. No entanto, estas três espécies apresentam similaridades e diferenças únicas.
[editar]Caça com furão
Durante muito tempo, a principal utilização humana dada ao furão encontrava-se na caça, uma vez que, dotado de corpo magro e alongado e uma enorme curiosidade natural, o furão está adaptado para entrar em buracos e espantar quer
roedores, quer
coelhos para fora de suas
tocas.
Continua ainda a ser usado para a caça em alguns países, tais como o
Reino Unido e a
Austrália, onde os coelhos são considerados
pragas e a combinação de uma pequena
rede com um ou dois furões continua sendo uma técnica muito utilizada, apesar dos avanços tecnológicos actuais. Contudo, esta prática é considerada
ilegal em muitos países, devido principalmente à incerteza sobre a possibilidade de existirem desequilíbrios
ecológicos com a sua disseminação.
Relatos históricos indicam que
César Augusto teria enviado furões (chamados de "
viverrae" por
Plínio) para as
Ilhas Baleares como forma de controle da praga de coelhos no ano
6.
[editar]Animal de estimação

Furões dormindo em conjunto.
Dotados de
energia,
curiosidade e potencial para o
caos durante toda a vida, vigiam constantemente o ambiente que os rodeia, sendo tão chegados às pessoas quanto os
gatos (desde que, a exemplo destes, o dono saiba criar e cativar os bichinhos), entregando-se activamente às
brincadeiras com seus donos.
Actualmente, o furão é considerado por alguns como um animal
perigoso para as
crianças, mas a proporcionalidade de problemas relatados é menor do que as ocorrências problemáticas com cães ou gatos.
A expectativa de vida pode ser muito variável, mas é habitual centrar a esperança média de vida entre os três e os seis anos, embora em raros casos possam chegar até aos treze anos.
[editar]Perigos identificados
É comum ver o furão a mastigar objectos macios, geralmente constituídos por
borracha,
poliestireno (
isopor no Brasil ou esferovite em Portugal) ou
esponjas, que se tornam autênticos perigos em caso de ingestão, podendo bloquear o intestino ou até mesmo a morte. As
portas de
tela são especialmente frágeis às unhas do furão, sendo que, as
condutas de
ventilação são por diversas vezes utilizadas como
rotas de
escapatória.
Ao contrário dos cães e dos gatos, a maioria dos furões quando se encontram perdidos, têm pouco sentido de
orientação para retornar ao
lar, ficando a
vaguear sem rumo, caso não sejam rapidamente encontrados, acabando eventualmente por
morrer num espaço de poucos dias.
Actualmente, em ambiente doméstico, uma das principais causas de
acidentes fatais com os furões acabam por ser fruto da curiosidade natural do animal, que, ao entrar dentro de
sofás rebatíveis ou
cadeirasreclináveis, morrem esmagados quando os sofás ou as cadeiras são fechadas.
É por isso importante, por parte dos criadores domésticos, tomar providências com o fim de preparar a casa antes de tomar a decisão de ter um furão como animal de estimação. Diversos criadores aconselham a preparar a casa como uma tarefa contínua envolvendo a revisão cuidadosamente de todas as divisões, remoção de todos os objectos potencialmente perigosos e restrição de acesso a qualquer buraco ou eventual rota de fuga.
Os furões podem abrir armários ou portas que não estão bem fechados, sendo que muitos criadores tomam medidas no sentido de adquirir fechaduras usadas com o fim de proteger crianças, colocando os objectos considerados perigosos em locais altos e fora do alcance do animal.
Os furões gastam a maior parte do seu tempo (entre 14 a 18 horas por dia) dormindo, embora, sejam muito ativos ao despertar, explorando persistentemente a área circundante. São
crepusculares, ou seja, mais ativos por altura do
amanhecer e do
pôr-do-sol.
Embora pareçam, não são animais de gaiola.Devem ser criados soltos,como cães e gatos,ou terem um cômodo da casa reservado a estes. Tal como o gato, o furão pode usar uma caixa para suas funções de
excreção com um pouco de treinamento.
São considerados ótimos parceiros de atividades em
jardins e gostam especialmente de "ajudar" seus donos nessa tarefa, embora não devam ser permitidos andar sem vigilância, uma vez que não sentem
medo de nada, a ponto de entrarem em situações eventualmente perigosas. Ao serem levados para fora, necessitam sempre de vigilância, de preferência sendo presos por coleiras especialmente preparadas para furões.
[editar]Socialização

Furão a brincar, puxando um pente.
Os furões são extremamente
sociais entre si, entregando-se às brincadeiras e actividades com outros furões com bastante facilidade.
São considerados monogâmicos, sendo que, é comum observar que, após a morte de um dos elementos do
casal, o animal sobrevivente freqüentemente morre passados alguns dias, provavelmente por motivos de
solidão ou
depressão. Por esta razão, os principais criadores recomendam a colocação de três animais juntos como forma de evitar a morte por solidão, sendo que, no entanto, a criação de animais solitários é possível desde quando acompanhada de perto com bastante atenção e disponibilização de tempo para jogos e brincadeiras.
Os furões são por vezes observados em actividades lúdicas com gatos e pequenos cachorros, mas é recomendado bastante cuidado sempre que possam estar em companhia de animais desconhecidos, particularmente cães da raça
terrier ou outras raças desenvolvidas ou treinadas com habilidades para a caça de animais do tamanho do furão.
Dificilmente os furões conseguirão socializar com coelhos ou ratos, uma vez que estes fazem parte da sua cadeia alimentar natural.
[editar]Convivência com crianças
Os furões podem ser maravilhosos animais de estimação para as
crianças. Contudo, é recomendado vigiar com atenção as crianças mais pequenas. Com o passar dos anos as crianças devem ser ensinadas a cuidar do furão e segurá-los, como com qualquer outro animal doméstico.
Muitas vezes as crianças tratam os furões como brinquedos e tentam abraçá-los com força, o que pode sufocar o animal, o que provoca uma tentativa de fuga em pânico, podendo originar
arranhões ou mesmo
mordidelas em situações extremas. É recomendado observar de perto a convivência entre os animais e as crianças muito pequenas para a proteção de ambos.
[editar]Atividades lúdicas

Furões em actividades lúdicas.
Devido ao fato dos furões serem animais sociáveis, na sua maioria, são brincalhões e gostam de interagir com as pessoas, sendo que, os
jogos preferidos são, geralmente,
pega-pega (no Brasil ou
apanhada em Portugal), ou, similarmente, jogos de
caça e
caçador com os humanos, onde o furão desempenha por vezes o papel da caça e outras o do caçador.
A maioria dos
brinquedos usados com gatos jovens são interessantes também para o furão, no entanto, os brinquedos de borracha ou
isopor (esferovite) que possam ser despedaçados através de mordidas não devem ser usados pelo furão, de modo a evitar a possibilidade de serem engolidos. Os furões são conhecidos pelo sua preferência em brincar de cabo-de-guerra com brinquedos e animais de
pelúcia.
Tal como os gatos jovens, os furões não costumam
morder seus donos, mas os criadores indicam que é frequente observar ligeiras mordiscas (
mordidelas) nos dedos, indicando por outro lado que apenas os animais sujeitos a maus tratos ou em situação de dor ou perigo poderão morder um ser humano. Ainda a exemplo dos gatos, os furões estão dotados de mandíbulas fortes e dentes em forma de agulha, sendo que, quando realmente mordem, facilmente furam a pele humana.
O furão é um animal
carnívoro, mas também come frutos secos, cereais e nozes.
Existe no
mercado uma grande variedade de
comidas para furões
comercializadas em
lojas de animais de estimação um pouco por todas as cidades do mundo. Comidas de gatos ou gatinhos podem ser usadas, uma vez que contêm altas quantidades de
proteínas e
gorduras essenciais para o
metabolismo do animal. De preferência, a comida do furão deve conter entre 32% a 38% de proteínas e entre 15% a 20% de gorduras.
Alguns criadores disponibilizam rações à base de carnes de
galinha, sub-produtos animais e ossos, ou roedores, tais como
camundongos e
ratos, o que pode ser comum na
Europa, sendo também cada vez mais popular nos
Estados Unidos à medida que aumenta o conhecimento dos malefícios das comidas processadas com sua alta quantidade de
açúcares e
carboidratos.
[editar]Cuidados veterinários
Os criadores recomendam uma visita ao veterinário pelo menos uma vez por ano, sendo que os furões costumam esconder com sucesso os sintomas de doenças. É recomendado observar qualquer comportamento fora do comum, a fim de efetuar uma consulta imediata ao veterinário.
[editar]Manutenção física
A maioria dos furões muda de pêlo duas vezes por ano, uma na
primavera e outra no
outono, sendo que, durante estes períodos, é recomendável a
escovação regular e a administração de produtos
laxantes de forma a criar uma protecção contra a ingestão de
pelos em demasia.
Os
banhos frequentes não são recomendados, e a maioria dos
veterinários indica que não devem ser dados mais do que um banho por mês, sendo que, muitos criadores nunca o fazem, à excepção de quando possa ocorrer algo que justifique a lavagem. É dado adquirido que, os banhos frequentes podem de fato aumentar o cheiro natural do animal, já que sua pele repõe a oleosidade natural perdida na lavagem.Um furão pode tomar banhos anuais.
O corte frequente das unhas e a manutenção de uma boa limpeza nas orelhas é outra das principais recomendações para o bem estar do animal.